Século 19. O Brasil foi um dos últimos países a abolir a escravatura. Os milhares de ex-escravos que ganharam a liberdade tiveram de encontrar uma nova forma para sobreviver e buscar espaço nas cidades. Um movimento que transformou e ainda influencia a organização do Rio de Janeiro. Estamos falando das...

A escravatura é abolida em 1888. Sem casa e dinheiro, ex-escravos ocupam o Rio, milhares deles vindos das lavouras do interior do Estado.

Para essa população, a única opção de moradia eram os cortiços, tipo de habitação bastante precária que aglutinava famílias inteiras em um espaço muito pequeno.

Para tentar remover os vestígios do Brasil colonial, o governo inicia um processo de modernização após a Proclamação da República, em 1889. Cortiços são demolidos.

Alguns célebres, como o Cabeça de Porco, foram abaixo, deixando 2.000 desabrigados. Em 1893, esses moradores se mudaram para os morros da Providência e de Santo Antônio e formaram as primeiras favelas, erguendo casebres com restos da demolição.

Para essa população, a única opção de moradia eram os cortiços, tipo de habitação bastante precária que aglutinava famílias inteiras em um espaço muito pequeno.

Para essa população, a única opção de moradia eram os cortiços, tipo de habitação bastante precária que aglutinava famílias inteiras em um espaço muito pequeno.

Morro da Providência

Quartel General da polícia, 1900

Para essa população, a única opção de moradia eram os cortiços, tipo de habitação bastante precária que aglutinava famílias inteiras em um espaço muito pequeno.

Para essa população, a única opção de moradia eram os cortiços, tipo de habitação bastante precária que aglutinava famílias inteiras em um espaço muito pequeno.

Demolir! Construir! Modernizar! O Rio de Janeiro do século 20 segue a toada dos grandes centros urbanos do mundo. Em 1903, o prefeito Pereira Passos surge como um trator em seu projeto conhecido como bota-abaixo, abrindo avenidas e demolindo casas.

Para essa população, a única opção de moradia eram os cortiços, tipo de habitação bastante precária que aglutinava famílias inteiras em um espaço muito pequeno.

Para essa população, a única opção de moradia eram os cortiços, tipo de habitação bastante precária que aglutinava famílias inteiras em um espaço muito pequeno.

Para essa população, a única opção de moradia eram os cortiços, tipo de habitação bastante precária que aglutinava famílias inteiras em um espaço muito pequeno.

Castelo

Morro de Santo Antônio

Morro da Providência

O Governo Vargas. em 1937, inicia uma época dura e beligerante, que marcaria pra sempre os habitantes das favelas cariocas. Os moradores

dessas áreas se tornam alvo de remoções. Programas de transferência e alojamento provisório vão pipocando pela cidade, ainda que tensionados pela animosidade entre as autoridades e os habitantes das favelas.

Alguns projetos, como os Parques Proletários Provisórios, na década de 40, e a Cruzada de São Sebastião, nos anos 50, abrigam moradores das favelas (17 delas, na Lagoa e no centro, foram destruídas para formar parques proletários).

Alguns projetos, como os Parques Proletários Provisórios, na década de 40, e a Cruzada de São Sebastião, nos anos 50, abrigam moradores das favelas (17 delas, na Lagoa e no centro, foram destruídas para formar parques proletários).A Cruzada São Sebastião era uma instituição liderada pelo então bispo dom Helder Câmara, em 1955. O conjunto habitacional conhecido como Cruzada, no Leblon, foi a primeira experiência de alojar moradores nas imediações de onde viviam. O modelo reforçava ideia que até hoje é fundamental para a afirmação social dos habitantes locais.

Somos uma comunidade!

A década de 60 foi marcada pela consolidação de um movimento antifavela, liderado por Carlos Lacerda, primeiro governador eleito do Estado da Guanabara.

Resultado: 27 favelas destruídas, com a remoção de mais de 40 mil pessoas para outras áreas da cidade, e novos conjuntos habitacionais erguidos.

Resultado: 27 favelas destruídas, com a remoção de mais de 40 mil pessoas para outras áreas da cidade, e novos conjuntos habitacionais erguidos.

O regime militar foi palco do ápice dessa política de remoções, que encontrava resistência de seus moradores, cujas principais lideranças foram cooptadas ou subjugadas.

O regime militar foi palco do ápice dessa política de remoções, que encontrava resistência de seus moradores, cujas principais lideranças foram cooptadas ou subjugadas.

Toda proteção aos que votarem em mim.

Chegam os anos 80 e, com eles, a força avassaladora do tráfico de drogas, o primeiro sintoma grave do vácuo deixado pela ausência de poder público nas favelas.

Traficantes com formação adquirida a partir da convivência com militantes políticos formam as bases do Comando Vermelho, facção criminosa que dominou sozinha o tráfico até os anos 90, com complexas rotas internacionais, armamento pesado e fugas cinematográficas.

No início da década de 90, os cariocas já tinham se acostumado com expressões como "bala perdida" e "área de risco", uma nomenclatura que escancarava a questão da violência urbana, invariavelmente identificada como o principal problema causado pelas favelas.

…uma bala perdida de fuzil AR 15…

Isso é armamento do Exército israelense!

Traficantes com formação adquirida a partir da convivência com militantes políticos formam as bases do Comando Vermelho, facção criminosa que dominou sozinha o tráfico até os anos 90, com complexas rotas internacionais, armamento pesado e fugas cinematográficas.

Explodem as guerras. Muito sangue é derramado.

O tráfico dominava as favelas, mas as remoções pareciam ter sido eliminadas do vocabulário da cidade. Começa a se consolidar o processo se urbanização das favelas.

Antes

Em 1995, surge o programa Favela-Bairro, na prefeitura de César Maia, com grande financiamento estrangeiro.

Depois