Quinteto eletrônico quer coreografias do público

POR CLAUDIA ASSEF

 

O grupo inglês Hot Chip vai mostrar no Brasil músicas de seu novo álbum, "Why Make Sense?", e pretende bater perna atrás de discos de música brasileira pelos sebos da cidade.

 

Foi de um vinil comprado no Rio, aliás, que saíram alguns dos samples usados no novo registro, o sexto da carreira do grupo. "Adoramos explorar lojas de discos tanto no Rio quanto em São Paulo. Compramos vários do Milton Nascimento, que adoramos", diz o DJ e percussionista Joe Goddard, em entrevista à Folha, em Barcelona.

 

"Também levamos uma coletânea de disco music a capela, que acabou se tornando bem importante para nós", completa ele, que ao lado de Alexis Taylor, Owen Clarke, Al Doyle e Felix Martin formam o grupo.

 

A apresentação em novembro marcará a quarta passagem da banda pela cidade, após shows no Tim Festival, em 2007, no Planeta Terra, em 2010, e no Lollapalooza, há dois anos. Neste ano, o quinteto eletrônico tocou em duas datas na matriz do Sónar, em Barcelona.

 

 

Nas duas oportunidades, o grupo misturou músicas do novo disco com hits como "Over and Over" e "Ready for The Floor", além de apresentar um cover de Bruce Springsteen, "Dancing in The Dark".

 

"Resolvemos tentar essa música, porque tenho ouvido muito Bruce Springsteen. Ficou tão legal que incluímos no show. Tem tudo a ver com nossas referências, especialmente nesse disco novo", diz Goddard, que cita o rapper Usher, Prince e Stevie Wonder como influências. "É engraçado ver a cara das pessoas quando começamos a tocá-la."

 

Para o show em São Paulo, Goddard "quer ver gente na frente do palco fazendo coreografias legais". "Como já vimos no Brasil", diverte-se.

 

O quinteto eletrônico vai mostrar no Brasil músicas de seu novo álbum, "Why Make Sense? A apresentação em novembro marcará a quarta passagem da banda pela cidade. Para o show em São Paulo,  Joe Goddard "quer ver gente na frente do palco fazendo coreografias legais".