Julia,

Achei que ia ser uma mulher muito feliz ao me tornar mãe. E que iria amar você incondicionalmente. E que você seria a alegria do meu viver acima de tudo. Que meus pensamentos ruins do dia seriam sempre sobrepostos pelo seu sorriso, largo.

O que eu não sabia é que seria esse tsunami de amor. Esse sentimento que me quebra as pernas só de olhar para você. Que afoga meu dia em felicidade, não importa se estamos longe uma da outra. Porque chego em casa e só encontro afeto.

Sempre me disseram que ser mãe seria tudo isso. Mas eu não imaginei que seria TUDO isso. E, agora, também amo mais ainda a minha mãe. Que vivenciou esse terremoto de amor comigo e meus irmãos. E me preparou para amar e ser amada.

Ana Paula Boni, editora-assistente da revista sãopaulo e mãe da Júlia, de 10 meses

Queridoquinhas do meu coração,

Esse fim de semana é dia das mães, meu primeiro no papel passivo de receptora de presentes e parabéns. Durante toda minha vida até 2010 (que foi longa, longa, longa, por que vocês demoraram tanto pra chegar?), eu tinha que pensar no que fazer para surpreender a minha mãe, que também se chamava Cecilia. Por isso que você, Cici, tem esse nome. Minha mãe seria sua avó, mas infelizmente ela foi embora antes de vocês nascerem.

Já você, Ritinha, Ricotinha, ia se chamar Nina. Nina Rosa, se eu tivesse me sentindo mais tropicalista quando te visse. Mas você nasceu com esse jeito de quem tá sempre pronta pra uma festa, pra um rock'n'roll, e com o cabelo preto e muito liso como minha amiga Rita Siza. Juro que não é uma homenagem à gatinha branca lá de casa que também se chama Rita, é que eu adoro mesmo esse nome.

Quando eu era criança, gostava de fazer desenhos, que achava bem bonitos. Minha mãe gostava, mas não pendurava na geladeira como eu faço com nossas fotos mais bonitas, porque antigamente não existia ímã de geladeira. Então, na casa dela, lá onde mora o vovô Zé Hamilton, a cozinha era bem mais limpinha e organizada que na nossa casa.

E sabe o que eu queria de vocês esse domingo? Que as duas passassem o dia todo sem vomitar em mim ou puxar o meu cabelo. Nossa, ia ser um sonho trocar de roupa só quando eu tirasse o pijama de manhã. Mas, se não der, tudo bem, fica pro ano que vem. De minha parte, prometo passar o dia inteiro rolando com vocês no cobertor no chão. E o resto da vida observando minhas duas filhas, as coisas mais lindas, mais cheias de graça que me aconteceram.

Vários beijinhos,

Teté Ribeiro, editora da revista Serafina e mãe das gêmeas Cecília e Rita de 5 meses

Minha querida Letícia,

Agora falta pouco para eu poder dar em você um abraço bem gostoso, ouvir seus barulhinhos e sentir seu cheiro de bebê. Não vejo a hora de conhecer seu rosto e seu jeito, de aprender seus gostos e mostrar a você um pouco do que este mundo tem de bom.

Desejo a você tantas coisas maravilhosas que é difícil dizer. Acho que treinei pouco para isso, ou quase nada. Mas também já ouvi muito dizer que ser mãe se aprende na prática e que o que importa é amar muito e estar disponível. Bem, isso você vai encontrar de sobra aqui do lado de fora.

Chegue logo, meu amor! Vamos conhecer pessoas, visitar lugares, ler, ouvir música boa, dançar, andar de bicicleta, cozinhar comidinhas... E, se por acaso nada disso for a sua praia, saiba que a vida é grande e que as possibilidades são infinitas! Que eu consiga ajudar você a encontrar os seus caminhos, ou que você me dê a chance de me levar junto para conhecê-los. Com muito amor,

Carolina Matos, repórter de Mercado e grávida de 38 semanas

Júlio, meu amor,

Preciso te avisar desde já que eu não nasci para ser mãe. (Ao menos, não mais do que para viajar, para ser jornalista, para conhecer seu pai, para escrever ou qualquer outro “para” que me defina como uma coisa só.) Mas quando ouvi seu chorinho pela primeira vez, há quase cinco meses, e ele desaguou no meu próprio choro, nunca mais eu poderia me imaginar de outro jeito. Porque foi ali mesmo, colado ao meu peito em uma suspensão de tempo e espaço, que você começou a me ensinar o impossível.

Eu, que odiava acordar cedo, agora estou em pé contente às 6:30 para ouvir a melhor gargalhada do mundo. Eu, tão inquieta, fico horas embasbacada te admirando, esperando seus olhinhos me acharem, até que essa mágica incrível aconteça e nos desmanchemos os dois em sorrisos e exclamações, um milhão de vezes por dia.

Eu, que nunca soube cantar, criei um repertório só para te ninar. Eu, que ganho a vida usando as palavras para pôr ordem nas ideias, me perco para definir esse turbilhão que me enche quando suas mãozinhas ainda tão miúdas tateiam o meu rosto aprendendo a fazer carinho.

Nenhum conselho, nenhuma cartilha, nenhuma observação poderia me preparar para um amor tão absurdo e instintivo. E como eu sou feliz nessa surpresa!

É que eu, Júlio, que sempre fui muitas e quero mudar a vida inteira, que quero te ensinar a ser tantos e tudo e a nunca se conformar, agora sei: a única coisa que serei permanentemente é sua. Sua mãe.

E nada, nada me faz mais feliz ou plena do que isso.

(um lindo dia das mães a todas que se encontraram assim)

Luciana Coelho, 35, editora-adjunta de Mercado e mãe de Júlio, de 4 meses

Minha pequena Aurora,

Faz só três meses que você chegou e já não consigo imaginar como era a minha vida antes de ser a sua mãe. Nossos primeiros dias juntas parecem ter acontecido há muitos anos, você já mudou tanto desde então.

Peço que você perdoe os meus erros. Passo nossos dias fazendo perguntas e tentando adivinhar suas respostas, suas vontades. Às vezes insisto para que você coma quando quer brincar, brinque quando quer dormir, durma quando quer comer, aprendendo com tentativas e erros.

Tentar decifrá-la e fazê-la sorrir é agora o motivo de tudo o que eu faço. Seus sorrisos são tudo de que eu preciso, e sou feliz por receber tantos deles todos os dias.

Espero que um dia eu seja para você uma mãe tão boa quanto a que eu tenho --uma meta muito ambiciosa, eu sei.

Muitos beijos nas suas bochechinhas,

Débora Mismetti, editora de Ciência+Saúde e mãe de Aurora de 3 meses

Amigo Pedro,

Você ainda tão pequeno e eu me sentindo já tão sua mãe. Agora, enquanto a gente divide o mesmo espaço, sigo pensando que no próximo Dia das Mães você já vai estar aqui fora pra eu poder te encher de apertados abraços.

Me sinto mãe desde que o teste marcou dois tracinhos. Senti que minha vida não seria mais a mesma e que eu queria ser o melhor que pudesse, porque seria sua mãe.

Que gana de você, minha melhor parte.

Vanessa Peralta, 34, tradutora, grávida de 20 semanas, namorada do Reynaldo Turollo Jr., repórter de Cotidiano