A GENÉTICA DOS SUPERHUMANOS

Mais de 300 genes podem influenciar o desempenho esportivo. Além de aspectos visíveis, como o formato do corpo, eles modificam a circulação sanguínea e a musculatura, por exemplo. Confira alguns dos genes mais estudados:

Associa-se à contração muscular. De acordo com a forma como ele se expressa, um atleta pode ter maior propensão para atividades de força e explosão, como corridas curtas, ou de resistência, como maratonas.

Participa da eliminação do ácido lático do músculo, um dos responsáveis pelas dores. Também contribui para o equilíbrio de ácidos e bases nas células musculares, retardando o cansaço. Associado a potência e força.

É responsável pela formação da enzima de mesmo nome, que atua na produção de energia da célula e no desempenho muscular. Auxilia em atividades de potência e força, como os 100 metros rasos do atletismo.

Participa da regulação do consumo de energia pelos músculos. Também influencia na reposição da energia, acelerando a recuperação muscular. Ajuda tanto nas atividades de resistência quanto nas de potência e força.

Ajuda na proliferação de glóbulos vermelhos e no suprimento de oxigênio aos tecidos. Com mais glóbulos vermelhos, leva-se mais oxigênio às células. Está associado a atividades de resistência cardiorrespiratória.

Ajuda a formar novos vasos sanguíneos, conectados aos tecidos. Desta maneira, o atleta leva mais sangue oxigenado aos músculos. Tem associação com o rendimento nas atividades de resistência cardiorrespiratória.

Ajuda a formar novos vasos sanguíneos e a produzir glóbulos vermelhos. Envolve-se no fornecimento de oxigênio a tecidos e na velocidade de recuperação após exercícios. Relacionado à resistência cardiorrespiratória.

Participa da regulação de pressão sanguínea, desempenho muscular e níveis de lipídios e glicose. Ligado ao consumo de oxigênio e à tolerância à altitude. Associado a atividades de resistência cardiorrespiratória.

Participa da adaptação cardiorrespiratória ao treinamento – ou seja, do ganho de resistência e de capacidade máxima de consumo de oxigênio. Também envolve-se na produção de glóbulos vermelhos.

Participam da formação de colágeno na cartilagem, nos ossos, na pele e nos tecidos conectivos. Os genes podem tornar um atleta mais resistente às lesões.

Participa do reparo de tecidos contundidos e danificados. Assim, pode ter relação com a capacidade e a velocidade que um atleta tem de se recuperar de lesões.

Regula a transmissão de serotonina, relacionada a agressividade, ansiedade, depressão, irritabilidade e negatividade. Associa-se à capacidade de manter estabilidade e controle emocional em situações de pressão.

Participa do crescimento muscular, regulando a produção de um hormônio semelhante ao do crescimento. Quem produz mais hormônio ganha massa muscular com mais facilidade. Praticar exercício aumenta sua produção.