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  • As obras de transporte atendem à demanda da cidade?

    Em parte. Os novos corredores e o metrô devem fazer subir de 18% para 63% a taxa de usuários de transporte público de alta e média capacidades,segundo a prefeitura. A frota de trens prometida para 2016, no entanto, caiu 13% para garantir a reforma de estações para a Olimpíada. Os novos BRTs estão previstos há quase cinco décadas e atendem a demanda represada. Transoeste e Transcarioca estão superlotados nos horários de pico.

  • As novas obras do porto ajudarão a revitalizar a área?

    Sim. A região terá novos equipamentos e serviços públicos. A intenção é que haja atração também de novos moradores para a área central do Rio. Um problema, no entanto, é que a prefeitura deixou o mercado decidir que tipo de construções serão erguidas na área. Até o momento, a grande maioria é de prédios corporativos ou de luxo, contrariando a intenção do município.

  • Os moradores pobres do porto conseguirão viver na área?

    Dificilmente. A melhoria na infraestrutura da região portuária atende a moradores de favelas e sobrados na área central da cidade. Mas teme-se que prédios residenciais e corporativos de alto luxo aumentem o custo de vida na região e expulsem moradores pobres da área após a conclusão das obras. Não há um plano de habitação social para o local.

  • Os moradores da favela Vila Autódromo irão se beneficiar das melhorias do bairro?

    Não. O Parque Olímpico da Barra vai se tornar um bairro de classe média com serviços públicos custeados pela iniciativa privada, através de concessão. Parte dos moradores da favela Vila Autódromo foram removidos para a construção de vias de acesso ao futuro bairro. Não há ainda um plano de obras para urbanização deste trecho no qual ficarão cerca de cem famílias.

  • Os investimentos olímpicos na Barra podem prejudicar o porto?

    Sim. O Parque Olímpico da Barra e a Vila dos Atletas serão custeados em sua maior parte com recursos privados. As obras são financiadas pelo capital imobiliário, que vai construir dezenas de novos prédios na Barra, criando competição pela atração de investimento com a região portuária. Especialistas apontam necessidade de reocupar o centro com moradias.

  • As obras atuais ajudarão a melhorar o ambiente do Rio?

    Em parte. A construção dos BRTs e a expansão do metrô reduzem as emissões de gases do efeito estufa na cidade com transporte. O Estado, no entanto, atrasou o cronograma da despoluição da baía de Guanabara e dragagem das lagoas de Jacarepaguá e da Barra.

  • O investimento privado irá diminuir os gastos públicos com os Jogos?

    Sim. Até o momento, cerca de 57% das obras relacionadas aos Jogos Olímpicos têm como origem a iniciativa privada. Mas grande parte desse dinheiro é financiado por bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal.