Especial reúne fotos marcantes da pandemia de coronavírus - Mundo - Folha de S.Paulo

Imagens mostram o vazio, emocional e físico, provocado por um vírus que mudou a maneira como enxergamos o mundo

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Pandemia em fotos

Imagens mostram o vazio, emocional e físico, provocado por um vírus que mudou a maneira como enxergamos o mundo

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Covid-19

Especial reúne fotos marcantes da pandemia de coronavírus

Nenhum evento recente teve o impacto que a pandemia de coronavírus provocou em todo o mundo. Em pouco tempo, relações sociais e trabalhistas, por exemplo, foram radicalmente transformadas devido a um vírus que, até agora, não se sabe como parar.

O fotojornalismo espelha essas mudanças. Algumas delas, irônicas. Se por um lado o surto obrigou o fechamento de fronteiras, isolando países e cidadãos, a Covid-19 também foi capaz de criar cenas praticamente idênticas em nações muito distantes, não só em termos geográficos, mas também culturais.

De repente, todos usam máscaras. De repente, todos ficam a dois metros de distância. Aplicativos de entrega se multiplicam, e as cenas de trabalhadores informais à espera de pedidos, também. O vazio das grandes cidades, idem, assim como o isolamento forçado.

Outra característica que as fotografias publicadas na imprensa revela é justamente o distanciamento social. Raras são as imagens feitas a curta distância –por motivos óbvios. A cobertura do coronavírus é a cobertura das teleobjetivas, as lentes de longo alcance.

A Folha fez uma seleção de registros que tenta abarcar os principais aspectos e momentos da pandemia. Além dos já citados, há hospitais de campanha, o drama nas salas de emergência, a remodelação dos cultos religiosos e, sobretudo, o vazio, seja ele emocional ou físico.

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Os primeiros registros da Covid-19 ocorreram em Wuhan, na China. No epicentro inicial do coronavírus foram criados hospitais temporários como o da foto acima, montado dentro do centro esportivo da cidade. Imagens de instalações assim se reproduzem pelo mundo.

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O uso de máscaras cirúrgicas no dia a dia de algumas metrópoles asiáticas é comum. Com a pandemia de coronavírus, a utilização do item se acentuou, formando ondas de mascarados em todo o mundo, como na estação de trem de Shinagawa, em Tóquio, no Japão.

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Da mesma forma, estudantes tailandesas de uma escola islâmica na provínvia de Narathiwat usam o item como proteção contra o risco de infecção de coronavírus.

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Muitos chefes de Estado fizeram testes para checar se foram contaminados com a Covid-19. Um exemplo é o xeque Mohammed bin Zayed al-Nahyan, príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos, que foi examinado em um centro móvel em Abu Dhabi.

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Jair Bolsonaro, por sua vez, realizou mais de um teste. Ele afirma que todos os exames deram resultado negativo. A postura do presidente, de minimizar a pandemia, foi muito criticada, e a imagem do rosto coberto pela máscara durante uma entrevista coletiva viralizou.

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Outra imagem muito difundida nas redes sociais foi a de uma enfermeira consolando outro profissional de saúde no hospital Cremona, em Milão. A Itália é muito afetada pelo coronavírus.

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A situação dentro de prontos-socorros e de outras instalações médicas italianas é dramática. Em Bérgamo, duramente atingida pela Covid-19, um paciente utiliza um capacete de plástico transparente cheio de oxigênio no hospital Papa Giovanni 23.

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A superlotação de leitos também ocorre em Nova York, epicentro da crise nos Estados Unidos. Por isso, o governo deslocou o navio-hospital USNS Comfort até a cidade para atender enfermos que não foram infectados pela Covid-19, liberando espaço nas instalações médicas em terra. O plano ainda não deu certo, e a embarcação está vazia.

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Na França, outro meio de transporte se tornou via para atender pacientes de coronavírus. Médicos passaram a embarcar infectados em trens de alta velocidade para levá-los de Paris a hospitais da Bretanha.

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Contra a pandemia, o papa Francisco rezou sozinho em frente a uma praça São Pedro vazia, em transmissão exibida pela TV italiana e via internet. Para completar o cenário, o Vaticano levou ao local uma peça conhecida como crucifixo milagroso, que, diz a tradição, salvou Roma da peste negra há quase 500 anos.

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Monges católicos também oraram, mas em frente às portas fechadas da basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém.

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Num local sagrado, do qual se acostumou a ver milhares de fiéis apinhados, poucos islâmicos circundam a Caaba, no centro de Meca.

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O vazio tomou grandes cidades do mundo, como na capital argentina, Buenos Aires, cuja avenida 9 de Julio foi fotografada deserta na manhã de uma sexta-feira. Da mesma maneira...

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...estavam uma rua de San Francisco, nos Estados Unidos, sempre movimentada e com seus tradicionais teleféricos, e...

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...a Rue de Rivoli, em Paris, durante o décimo dia de uma quarentena severa aos habitantes da capital francesa.

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Isolados, moradores do edifício Copan, no centro de São Paulo, aparecem como se estivessem confinados em caixas coloridas.

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Situação muito mais tenebrosa viveram os passageiros do cruzeiro Diamond Princess. As 3.711 pessoas de 56 países a bordo tiveram que ficar 14 dias em isolamento, vivendo entre o medo de contrair coronavírus e o tédio do confinamento em suas cabines.

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Nas ruas vazias, escuta-se o som das sirenes de ambulâncias e do motor das motocicletas de entregadores via aplicativos. Sentados em cadeiras posicionadas para garantir o distanciamento social, trabalhadores aguardam a chegada de pedidos em loja em Bancoc.

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Também espaçados entre si, líderes da favela Paraisópolis, em São Paulo, reúnem-se em campo de futebol para receber doação de sabão em barra e álcool em gel que serão repassados para moradores.

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Na Índia, no entanto, o decreto de quarentena obrigatória em um país de 1,3 bilhão de habitantes gerou êxodo desordenado de milhares de pessoas, que tiveram de abandonar os grandes centros para retornar a seus vilarejos. As cenas de multidões aglomeradas fizeram o premiê Narendra Modi pedir desculpas à população.

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Ainda no começo da pandemia, no final de janeiro, a China surpreendeu o mundo ao construir um hospital em Wuhan para mil pacientes em dez dias. A instalação tem 25 mil m².

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Em São Paulo, funcionários do cemitério de Vila Formosa abrem novas covas devido ao número crescente de mortos decorrente da evolução da pandemia na cidade.

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A italiana Angela, após ligar para o serviço de resgate para tentar internar seu avô, de 85 anos de idade, infectado com a Covid-19, na cidade de Ariano Irpino.