A formação de Paraisópolis

Ocupação ocorreu após fracasso de empreendimento imobiliário

1940

Em 1921 a área, que fazia parte da Fazenda do Morumbi, foi parcelada em 2.200 lotes. Mas a infraestrutura do loteamento não foi completamente implantada e muitos dos que adquiriram esses lotes nunca tomaram posse efetiva nem pagaram os tributos devidos

Na década de 1950 inicia-se uma ocupação informal com pequenas chácaras. O entorno começa a gerar interesse econômico, com a implantação do bairro de alto padrão Morumbi, os cemitérios Gethsemani e Morumbi e da abertura avenidas, como a av. Giovanni Gronchi

A Casa de Vidro, onde morava a arquiteta Lina Bo Bardi, tinha acabado de ser construída e pode ser vista nessa foto aérea de 1954

Entre 1974 e começo dos 1980 o processo de ocupação de Paraisópolis acelerou, principalmente devido à demanda crescente por mão de obra para a construção civil nos bairros vizinhos

No final dos anos 90 e início dos 2000, o aumento populacional é causado em grande parte pela chegada de moradores de favelas próximas extintas pela Prefeitura. Isso causa o adensamento das áreas do Grotão e Grotinho em Paraisópolis.

É dessa época a fotografia de Tuca Vieira para a Folha, que mostra o condomínio com apartamentos de luxo vizinho a Paraisópolis

Nos anos 2000 a região começou a receber mais investimentos em urbanismo, como pavimentação, canalização de córregos e a implantação de um CEU (Centro Educacional Unificado).

No último Censo, Paraisópolis tinha 55 mil habitantes e é considerada a segunda maior favela da cidade de São Paulo, atrás de Heliópolis.

Fontes: Prefeitura de São Paulo e IBGE (Censo 2010)

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